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Os Exploradores
dividem-se em patrulhas de 4 a 8 elementos, cada
patrulha adopta o nome de um animal, Totem, cuja
silueta figura na bandeirola de patrulha. Cada
patrulha adopta um grito e uma divisa de acordo
com o totem. Também os Exploradores devem ter a
sua divisa. No caso de Exploradores que passem
para Pioneiros continuam sempre com a mesma
divisa.
Cada membro da patrulha
deve ter uma função (ex: Guia; Sub-Guia;
guarda-material; tesoureiro; secretário; etc).
As actividades dos
Exploradores designam-se por Aventuras.
Lema:
"Alerta"
Patrono:
São
Jorge
Idade:
Dos
11 aos 15 anos
Cor
do Lenço: Verde
debruado a branco
Tal como a sociedade em que vivemos, também o Grupo
Explorador se encontra hierarquizado, não num sentido de autoridade
absoluta do nível maior sobre o menor, mas num sentido de progressiva
integração de contributos e desenvolvimentos que não só contribuem
para o crescimento e desenvolvimento do/a jovem, como para o crescimento
e desenvolvimento da comunidade, mais ou menos alargada, a que pertencem.
A
Patrulha é a célula básica de
funcionamento do Grupo, e não é em vão que este surge da reunião e
diversidade das Patrulhas que o integram. É, portanto, um
elemento fundamental (para não dizer o mais importante) dentro do
esquema pedagógico em que nos movemos, pois dá vida à Unidade,
articula-a e constitui um âmbito educativo e de participação
privilegiada para o Escuteiro.
Na
Patrulha cada um tem o seu papel e tem a
possibilidade de poder expressar-se. Só nela tem sentido falar de
responsabilidades, de relações, de cooperação,...O Escuteiro pode
descobrir, através do seu funcionamento quotidiano, valores de
liberdade, amizade, democracia...
Para isso procura-se que a
Patrulha tenha vida
interna. Uma Patrulha não se constitui só sobre o papel,
mas toma corpo na acção, através das Missões da Patrulha,
actividades autónomas que ela se encarrega de realizar. Abreviadamente,
pode-se dizer que não há Patrulha sem missão.
A
Patrulha, composta por um pequeno grupo de Exploradores, é:
Coeducativa:
isto é, integrada tanto por Exploradores como por Exploradoras numa proporção o mais equilibrada possível. As
Patrulhas mistas, serão formadas por um mínimo de dois elementos do mesmo sexo.
Compete aos Dirigentes do Grupo decidirem em contrário, caso lhes pareça
mais conveniente a separação por sexos. O projecto coeducativo do
nosso Movimento deve cimentar-se desde as Unidades básicas.
Estável:
a Patrulha deve ter uma certa duração, uma certa permanência,
que facilite a coesão entre os seus membros e o desenvolvimento
daqueles valores que pretendemos que promovam (amizade, colaboração,
funcionamento democrático...). A Patrulha deve ser algo
mais que uma mera divisão da Unidade, para o tempo que dura uma
Aventura ou uma actividade concreta (acampamento, missão,
etc.).
Para
que a Patrulha seja uma entidade activa na comunidade maior
a que pertence, o Grupo deverá funcionar através de alguns elementos
que lhe são próprios:
-
Reunião
da Patrulha
-
Símbolos
da Patrulha
-
Canto
da Patrulha
Neste contexto surgem diversas instituições reguladoras
do funcionamento do Grupo, a saber:
-
Guia de Grupo (designado de entre os Guias de Patrulha)
- Equipa de Animação,
constituída por "irmãos mais velhos" e que integra os
Dirigentes e Caminheiros em fase de ligação (responsáveis pelo bom
funcionamento do Grupo)
Os elementos institucionais a seguir descritos têm muita
importância se forem vistos na sua óptica educativa. É na forma de os
fazer funcionar e na utilidade que se lhes dá, que o/a jovem aprenderá
um certo tipo de relações sociais ou outras.
O Agrupamento e o
Grupo representam a sociedade,
mais ou menos próxima. Sentir-se membro pertencente a ele, dá-lhe um
sentido de pertença, de responsabilidade, de solidariedade e também de
segurança.
A
Patrulha é a "família" mais próxima,
porém entre iguais. Para com ela será exigido o cumprimento dos
compromissos e dela se receberá autorização para as Aventuras que permitirão medir as próprias
forças.
Dar importância à autonomia da
Patrulha é
ajudá-los a crescer e proporcionar-lhes um espaço onde exercer a sua
responsabilidade.
Estes
elementos institucionais são estáveis e permitem o funcionamento dos
seguintes órgãos:
- Conselho de
Grupo: (órgão deliberativo);
- Conselho de Guias: (órgão executivo);
- Conselho de Aventura: (órgão executivo);
-Conselho da Lei: (órgão jurídico ou judicial).
Estes elementos institucionais permitem e favorecem uma
aprendizagem democrática, já que representam os três poderes em que
se baseia a nossa sociedade. Neles estão sempre representados os
Exploradores, com mais ou menos incidência e segundo o seu grau
de responsabilidade.
Os dois elementos complementares são os
seguintes:
- Oficinas (atelier's);
- Comissões.
Actividade Típica de Secção
Nesta idade começa a ser de particular importância a vivência
em grupo. O sente necessidade de encontrar um círculo de amigos, de se
reunir com eles, de jogar em grupo, de sentir emoções fortes, enfim de
sonhar com grandes aventuras.
Assim, a Equipa de Animação deve motivar o aparecimento
de várias Aventuras, que incluirão pequenas expedições,
grandes e pequenos jogos, actividades de ar livre e muitas outras coisas.
- A
Aventura
A
Aventura é o elemento místico que preside
à Unidade dos Exploradores, e toda a mística tem o seu ambiente,
os seus relatos, as suas personagens, os seus ritos, etc.
Na Secção dos Lobitos, a mística assenta na base de
"O Livro da Selva"; é uma proposta em ordem ao fantástico.
Nesta Secção evolutiva, dos 10 aos 14 anos, é necessário um ambiente
místico real ou que possa ser real; centra-se na ideia da descoberta.
É a descoberta das suas próprias possibilidades pessoais, exercitadas
mediante a descoberta do seu envolvimento geográfico.
- As Características da Aventura
A
Aventura deve ser:
Autêntica:
Que suponha ser uma actividade com certo risco a superar.
Adequada:
Para que as suas possibilidades evolutivas tendam a superar-se, porém,
sem descurar as possibilidades de êxito.
Ambiente
"selvagem":
Nesta Secção a Natureza cria muitas possibilidades de Aventuras,
que fomentam algumas aprendizagens básicas de destreza e de organização,
sem recusar o ambiente urbano que também tem possibilidades de
descoberta social.
- Estrutura e funcionamento da
Aventura
Tal como já foi dito, a
Aventura é toda a
vida da Unidade. Esse espírito ou ambiente da Aventura concretiza-se em determinadas actividades. Depende do grau de maturidade
do Grupo, ou seja, da rodagem em anos anteriores, da experiência
dos responsáveis, do meio sócio-educativo dos componentes da Unidade,
que estas actividades surjam da iniciativa dos Exploradores, ou
sejam bem induzidas, ou propostas pelos responsáveis.
Estes preferirão propor oficinas para realizar as
aprendizagens ou actividades curtas e muito animadas para entrar em
rodagem. Prepara-se assim o terreno para uma Aventura concreta.
Esta surge quando uma série de ideias flutuam no ambiente
do Grupo. Ideias que apareceram depois das Patrulhas terem realizado uma série de actividades e algumas aprendizagens
concretas, e, assim, se vêem capazes de empreender algo mais forte,
mais interessante. Algumas vezes, pode surgir o "clarão" e
criar-se uma motivação; outras, são os responsáveis que criam o
ambiente preciso, para que as possam idealizar.
A estrutura da
Aventura baseia-se nestas quatro fases, resumidamente:
1ª
Fase: Escolha
Apresentar, idealizar, criar, inventar, sensibilizar, eleger...
2ª
Fase: Preparação
Planificar, organizar, aprender, enriquecer, testar...
3ª
Fase: Realização
Viver o projecto, a acção, os jogos, as competições...
4ª
Fase: Avaliação
Avaliar, celebrar, festejar, agradecer...
Nesta Secção é necessário oferecer aos rapazes e raparigas uma
proposta de progresso ao seu alcance, que seja credível e realizável
e, em resumo, realista.
No nosso estilo de progresso "pessoal"
interessamo-nos pelo progresso de cada um dos jovens. Para o poder
analisar será imprescindível que nos situemos tanto nas áreas em que
potenciaremos este progresso, como no nível que o jovem deve alcançar
em cada área.
O progresso pessoal será: progressivo, individual, alcançável,
animado, estimulado e inspirado na Lei do Escuteiro.
Propostas de progresso para a Secção
As propostas de progresso devem abarcar umas tantas fases
concretas, para que o educador possa, durante esse percurso, valorizar o
jovem a crescer em cada uma delas.
Com base nas finalidades do Escutismo - pólos educativos
ou áreas de desenvolvi-mento - as etapas do Sistema de Progresso da II
Secção encontram-se divididas em dez áreas, a saber:
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Saúde/Socorrismo
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Desenvolvimento
Físico
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Cultura/Comunidade
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Natureza/Vida
em campo
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Técnica
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Prevenção
e Segurança
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Arte
e Expressão
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Os
outros e a B.A.
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Vida
da Associação/Patrulha
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Vivência
da Fé
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que se desenvolvem ao longo do tempo de permanência nesta
Secção, organizado da seguinte forma:
Fase de Adesão ao Movimento e à Secção
(integração)
1ª Etapa
- Insígnia de Bronze/Autonomia
2ª Etapa - Insígnia de Prata/Responsabilidade
3ª Etapa - Insígnia de Ouro/Animação
Todos estes estádios de progresso têm como suporte:
Lei
Princípios
Promessa
Lema e têm como complemento o programa das Insígnias de Competência.
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